.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Junho 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. ABORTO, A SAGA CONTINUA

. HOSPITAL DOS PEQUENINOS

. MICRORGANISMOS TEMIDOS NO...

.arquivos

. Junho 2012

. Janeiro 2012

. Junho 2011

. Maio 2011

. Março 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Março 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds

Sábado, 9 de Junho de 2007

ABORTO, A SAGA CONTINUA

Alguns meses após aprovada a lei confirmam-se os receios de muitos... Até que ponto tem o serviço nacional de saúde capacidade para responder com os meios adequados à legalização do aborto ou, se preferirem o esforçado eufemismo: IVG - interrupção voluntária da gravidez?

Vários problemas se colocam. Na verdade, o tom orgulhoso com que as vozes pelo sim ao aborto se ergueram durante a campanha para o referendo não correspondem, muitas das vezes, à verdade... Ou seja, poucas são as mulheres capazes de assumir que já fizeram um aborto, pelo que o anonimato desta prática tem sido uma das problemáticas levantadas. Uma coisa é certa e, segundo garante o director-geral de saúde, as mulheres só poderão fazer um aborto num hospital da sua área de residência. Além da questão do anonimato que não deveria assustar estas mulheres que com tanto orgulho se mostram a favor do aborto, há uma outra questão: os meios disponíveis para fazer cumprir a lei.

Os hospitais terão de ser munidos de equipamento próprio e, além disso, são necessários profissionais especializados. Será que todas as mulheres terão igual direito a fazer um aborto? Ou será que depende da sua área de residência e dos meios disponibilizados no hospital da mesma?

Uma coisa que me agrada particularmente é o número de médicos que se mostra contra a prática do aborto. Lembro-me de ter vibrado, dias antes do referendo, com o emocionado discurso do Dr. Francisco Gentil, a favor da vida humana e contra o aborto.

Logo, não posso ficar indiferente à notícia publicada pelo Jornal Público que revela que a maior parte dos médicos do serviço de Obstetrícia do Hospital Santa Maria se tem manifestado contra a prática de abortos. Assim, cerca de 70 a 80% dos 34 especialistas e 16 internos que trabalham neste serviço vão invocar o estatuto de objector de consciência para não praticaram IVGs.

Aquele hospital, que é quase como uma casa, depois de um ano de "visitas diárias" e, sobretudo, porque mais 5 anos por lá se adivinham, pelo menos está sempre a surpreender-me... com boas notícias.

 

publicado por Dreamfinder às 12:29

link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

HOSPITAL DOS PEQUENINOS

                      

Muito me orgulha que a nossa Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa (AEFML) organize há já 5 anos, o seu Hospital dos Pequeninos, no recinto do Hospital de Santa Maria.

O projecto visa reduzir a ansiedade que a criança sente quando confrontada com a presença de um médico, utilizando deste modo um jogo de representação. As crianças são os pais que trazem os filhos doentes (tão simplesmente os seus bonecos) que vão ser consultados pelos “médicos” (aluno de Medicina). Aprendem, assim, de uma forma simples, a perder o medo dos médicos e das consultas, pois vêem os seus pequenos amigos: bonecas, ursos de pelúcia, bonecos tropas ou bombeiros, serem tratados pelos médicos.

O ano passado participaram 1500 crianças entre os 4 e os 7 anos vindas de infantários e escolas primárias.

Com as “consultas” abertas, as crianças aprendem brincando, ficando assim a conhecer os profissionais que encontram num hospital e os instrumentos que lá encontram, o que são e para que servem.

Uma iniciativa louvável que visa promover a confiança das crianças nos médicos e nos hospitais.

  

 

 

 

publicado por Dreamfinder às 14:57

link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

MICRORGANISMOS TEMIDOS NO HOSPITAL

 

 

Apesar das medidas de segurança e desinfecção, os hospitais não escapam às infecções, também chamadas de nosocomiais. A infecção hospitalar é o inimigo invisível número um, um ser vivo diminuto e muito evasivo: a bactéria, que muitas vezes agrava o estado de saúde dos doentes e provoca até a morte.

Os microrganismos ou bactérias que por vezes se tornam multirresistentes, enganam as medidas de segurança e assepsia das unidades de Saúde, ou seja, são um verdadeiro inimigo ao trabalho do médico, pois suprimir por completo a possibilidade de um doente que entra num hospital contrair uma infecção é algo impossível. Só fechando todos os hospitais se acabaria com estas infecções.

Um problema que estima-se que ocorra todos os anos, na União Europeia, cerca de 5 milhões de infecções hospitalares, que são a causa de morte de 50 mil europeus por ano. A Organização Mundial de Saúde fez uma investigação sobre a prevalência destas infecções, em 55 países e concluiu que em média 8,7 dos doentes internados apresentava uma infecção nosocomial, e mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem complicações provenientes das infecções que contraem numa unidade de Saúde.

Em Portugal, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge fez um estudo sobre as infecções hospitalares, que aludiu à prevalência destas infecções no nosso país e a considerou moderadamente elevada em relação à verificada noutros países europeus, pois em Portugal temos uma taxa de 9,98% enquanto por exemplo na Inglaterra é de 7,6%. O maior número de casos de infecções ocorre nas Unidades de Cuidados Intensivos e nos serviços de Medicina. Noutros estudos anteriores as infecções urinárias eram as infecções hospitalares mais frequentes, mas neste concluíram que o predomínio das infecções é as das vias respiratórias.

As nosocomiais mais comuns prevalecem 26% no aparelho urinário, 20,6% na pneumonia nosocomial e 17,5% na ferida cirúrgica.

Os microrganismos mais temidos nos hospitais exteriores ao nosso corpo são:

 Escherichia coli – a maioria das estirpes desta bactéria é inócua, excepto a 0157:H7, transmitindo-se por via fecal ou oral, através dos alimentos e de pessoa para pessoa. Os sintomas variam segundo a estirpe, mas os mais frequentes são colite e febre alta.

Aspergillus spp – é um fungo que surge nos hospitais depois  da realização de obras, pode provocar infecções superficiais, sobre feridas ou relacionados a corpos estranhos como cateteres. Nos doentes imunodeprimidos a infecção pode ser cutânea, pulmonar, das vias aéreas ou disseminada.

Klebsiella pneumoniae – esta bactéria pode produzir infecção generalizada (sepsis) e eventualmente a morte em doentes imunodeprimidos. Infecções do aparelho urinário, sistema respiratório, tecidos moles e feridas.

Os microrganismos mais temidos nos hospitais que estão no nosso organismo são:

Vírus sincitial respiratório – este propaga-se facilmente por contacto físico, por isso é muito comum. O contágio em doentes com problemas cardiovasculares, transplantados ou com o sistema imunitário debilitado pode levar a uma doença grave ou mesmo fatal. Infecções do aparelho urinário, sistema respiratório, tecidos moles e feridas.

Staphylococcus aureus – uma bactéria que ataca doentes muito tempo hospitalizados, imunodeprimidos, queimados, diabéticos, em hemodiálise e outros. Infecções do aparelho urinário, sistema respiratório, tecidos moles e feridas.

Rotavírus – ataca crianças, e é responsável por 5% das mortes em menores de cinco anos e 25% destas nosocomiais são adquiridos no próprio hospital. Provoca gastroenterite que pode ter gravidade variável.

Pseudomonas aeruginosa – esta está sempre em contacto connosco, nos hospitais os doentes oncológicos e queimados, sobretudo podem contagiar-se; tem uma grande capacidade de adaptação e resistência aos antibióticos. A infecção ataca mais as vias respiratórias, feridas e queimaduras.

Candida albicans – é a responsável máxima pelas infecções por fungos, normalmente vive no nosso corpo sem problemas. Pode causar candidíase invasiva.

Algumas medidas aconselhadas para tentar prevenir em parte as infecções hospitalares são a higiene pessoal (lavagem das mãos), protecção de barreira (uso de luvas, máscaras, protecção ocular, …), isolamento do doente (evita o contágio e a infecção), politica antibiótica correcta; entre outras.

Espero que nos anos mais próximos consigamos aproximarmo-nos dos valores conseguidos por outros países europeus, apesar de ter consciência que as infecções hospitalares têm grandes custos humanos, sociais e económicos, difíceis de suportar pelo Serviço Nacional de Saúde.

 

 

 

publicado por Dreamfinder às 22:10

link do post | comentar | favorito

.links